Outra forma de jogar basquete

quinta-feira, 26 de abril de 2012 0 comentários

O princípio da inclusão social vem sendo discutida há décadas e ainda é tema de discussão


Hoje é possível ver diversas ações em vários setores, com a iniciativa de incentivar as pessoas com necessidades especiais para ter uma realidade comum e acessível. Essas ações são focadas, geralmente, na área do esporte, que é um dos meios de acessibilidade, um dos esportes que não é percebido como os outros é o basquetebol para cadeirantes.


Muitas fundações foram criadas devido à necessidade de incluir as pessoas cadeirantes para este esporte e a formação de equipes. Uma dessas fundações é a Andef (Associação Niteroiense dos deficientes físicos) que é tradicional no cenário do esporte paraolímpico brasileiro e foi o primeiro centro de Treinamento de referencia no Brasil, mas mesmo tendo esse destaque ainda falta patrocínio “ainda se existe uma dificuldade em se conseguir patrocínio, hoje os atletas da Andef tem como patrocinadores a Loterj e do Rio solidário para viagem em competições, de equipamentos, de pagamentos de profissionais, entre outros” indica Gustavo Carvalho, Gestor de comunicação da Andef.


A falta de patrocínio de fato é um das principais dificuldades no cenário do basquetebol para cadeirantes, mas cada vem mais vem crescendo inscrições de atletas para as competições, como o estudante Danilo Alves, 19 anos, que é paraplégico e está tentando entrar em umas dessas equipes, “o basquetebol para cadeirantes é um esporte adaptado, que transmite o sentido de que todos são iguais, que mesmo sendo deficiente, posso jogar e existem alguns jogadores, que jogam bem melhor que outros atletas que não possuem dificuldade”, enfatiza o estudante.


Igualmente ao estudante que tem interesse em entrar em alguma equipe, outros jovens também possuem essa vontade de ingressar e Carvalho explica como é feita as seleção de jogadores “a seleção dos atletas para o basquete em cadeira de rodas, pode ser dar de diferentes maneiras, os atletas de outras equipes podem querer ingressar em nossa equipe pela infraestrutura de treinamento e equipe multidisciplinar diferenciada, como também em alguns casos, os atletas de alto rendimento começam a fazer a prática da modalidade como complemento da reabilitação, que é o grande diferencial da Andef, porque reunimos todas as etapas da reabilitação em um mesmo local”.


A quadra e a cesta são iguais, as cadeiras de rodas são adaptadas para cada atleta, com cambagem (inclinação de roda) que é maior para dar equilíbrio, além de roda anti-tip que fica na parte atrás das cadeiras para evitar quedas. As faltas são diferenciadas, “a falta é considerada quando acontece toque intencional entre as cadeiras de rodas ou quando um atleta vai arremessar e outro bate na mão dele” explica Milton Marcelino Ferreira, presidente da Gadecamp (Grupo de Amigos Deficiente e Esportistas de Campinas).

O juiz não precisa ser cadeirante. Na maioria dos casos, são andantes mesmo. Quanto os atletas o que difere do convencional é a criação do sistema de classificação funcional, onde para cada atleta é atribuído uma pontuação que se inicia em 1,0 e vai até 4,5 de meio em meio ponto, ou seja, 1.0, 1.5, 2.0, 2.5....até 4.5 O total de pontos de uma equipe em quadra não pode exceder 14.


Com isso uma pessoa mais comprometida recebe a pontuação 1.0 enquanto uma pessoa menos comprometida em sua deficiência recebe a pontuação 4.5, fazendo com que o esporte seja praticado por diferentes níveis e tipos de lesões.

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